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Governo terá que ajustar em breve os preços dos combustíveis e energia
17-02-2014

Governo terá pela frente um sério problema para resolver no curto prazo: a necessidade de ajustar os preços dos combustíveis e da energia elétrica, que estão congelados e defasados. A afirmação consta do boletim “Síntese da Economia, divulgado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Segundo o informativo, o aumento da inflação resultante desses ajustes terá de ser compensado por uma redução dos gastos do Governo e uma contenção do crédito nos bancos oficiais (CEF, BNDES e BB).

Essas medidas, afirma o boletim, vão produzir uma queda das atividades econômicas, mas têm que ser adotadas antes que a situação atinja uma gravidade de sérias conseqüências políticas e sociais. O informativo faz ainda uma referência irônica aos empréstimos do BNDES para o porto de Havana, ressaltando que “a brincadeira de financiar investimentos em Cuba só agrava o problema”.

Segundo o boletim, no momento, o governo não tem como reduzir a inflação abaixo de 6%, média anual dos últimos 10 anos. “Entretanto, esse não é o maior problema e não cabe argumentar que no total são 80% de perda acumulada no período”, ressalta o texto. Perda que não seria para os assalariados, afirma o boletim, que reajustam os salários em termos reais. E nem para os beneficiários de renda fixa ou os empresários. “Então, certamente, a inflação de 6% não é o maior problema, no quadro das preocupações atuais do governo”, destaca o texto. O esforço sério para reduzir a inflação, segundo o informativo, pode aguardar 2015. “O Banco Central independente pode complicar a situação, se insistir na elevação da taxa SELIC”, completa.

De acordo com o boletim, até lá o governo terá que conviver com o desequilíbrio das contas externas, que vão pressionar a desvalorização cambial e, por consequência, a inflação. É rezar para que a Copa do Mundo, em junho, transcorra sem maiores tumultos.

* Com informações do Jornal do Brasil

 

 




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