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Brasileiros estão comprando menos gasolina e preferindo o etanol
12-06-2015

O preço do litro da gasolina subiu mais de 9% em 2015, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE. O consumidor começa a evitar tirar o carro da garagem.

As vendas de gasolina caíram 3,7% de janeiro a abril, na comparação com o mesmo período do ano passado. Esse é o calculo da ANP (Agência Nacional do Petróleo).

O especialista em energia Edmar de Almeida, professor de energia da UFRJ, explica o motivo das mudanças no mercado do combustível: “O consumo de gasolina por veículos de passeio está muito associado à renda do trabalho e essa renda neste ano vem sendo exaurida pela inflação, e também a elevação do preço. Neste ano iniciou-se o processo de recomposição dos preços da gasolina no Brasil. Então isso afetou a disposição ao consumo de gasolina”, aponta Edmar de Almeida.

No Rio de Janeiro, um motorista está deixando de usar o carro nos fins de semana. Com isso, ele diz que ganha duas vezes.

E quem não pode deixar o carro em casa? Estes estão procurando alternativas. É o que mostra o repórter Renato Biazzi.

Cresce a procura por etanol

Qual é o combustível preferido do consumidor? Depende. Em 2015, quem está levando a melhor em muitos estados é o etanol. Na média do país, o consumo aumentou 32% até abril, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Para valer a pena abastecer com etanol, é preciso que o preço atinja no máximo 70% do preço da gasolina. Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo), em média o litro do etanol está custando apenas 65% da gasolina.

Em estados produtores de cana-de-açúcar, a diferença nas bombas pode ser ainda maior e, por isso, mais vantajosa para o consumidor. Em um posto em São Paulo, por exemplo, o litro do etanol está custando R$ 1,99, o equivalente a 62% do litro da gasolina vendida ali.

A última pesquisa da ANP mostra que vale a pena abastecer com etanol em sete capitais brasileiras: Goiânia, Cuiabá, Campo Grande, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e São Paulo. A pesquisa leva em consideração o preço médio. A diferença pode variar de posto para posto.

Para a economista da consultoria Tendências, o álcool deve continuar competitivo. “Existe um incentivo bom ao consumo de etanol ao longo deste ano, desde que você tenha a oferta andando. Ela vai andar um pouco menos do que esse crescimento da demanda, mas a oferta de etanol vai ser maior do que foi no ano passado”, aponta a economista Amaryllis Romano.

* Cenário MT 




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