Sulpetro - Home

Notícias

Nota de esclarecimento
14-01-2016

Recentemente, têm sido veiculadas notícias sobre o reajuste nos preços dos combustíveis. O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Estado do RS (Sulpetro) esclarece que vêm ocorrendo sucessivos aumentos de custo ao longo de toda a cadeia de comercialização de etanol, gasolina e óleo diesel, como demonstrado em seguida.

Cabe lembrar, entretanto, que os preços são livres em toda a cadeia comercial, ou seja, os preços são liberados a partir da refinarias (derivados de petróleo), das usinas (etanol e biodiesel), das distribuidoras (atacadistas) e nos postos revendedores (varejistas). 

Todos estes produtos, tanto derivados de petróleo (gasolina e diesel) quanto os biocombustíveis, tiveram sucessivos aumentos nos últimos 90 dias, período em que este demonstrativo refere-se.

O etanol combustível (hidratado) teve uma variação de custo na ordem de 66% nos últimos 90 dias. Acredita-se que é uma consequência do período de entressafra, na qual não existe cana-de-açúcar para colher e/ou moer. A produção para. Soma-se ao início de importação deste produto com o preço dolarizado. No Rio Grande do Sul, esses aumentos de custos foram agravados pela alteração da alíquota do ICMS.

A situação da gasolina é um pouco menos agressiva tendo o acréscimo de 13,7% em seu custo creditado ao aumento do preço do etanol (toda a gasolina brasileira é composta por 73% de gasolina “A”- chamada de gasolina pura - e 27% de etanol anidro) e, assim como o etanol, teve uma elevação na alíquota do ICMS de 25% para 30%.

O óleo diesel foi o produto menos impactado nos últimos três meses, tendo variado 1,6%. Esta alteração ocorreu principalmente pela variação do preço do biodiesel (subiu 17,2% nos últimos 90 dias), adquirido pelas distribuidoras mediante leilão bimestral (no último leilão, para produtos entregues a partir de 01/01/2015, o volume ofertado foi cerca de 10% inferior ao leilão anterior, provocando esta elevação). O diesel, assim como a gasolina, é uma mistura de derivado de petróleo com biocombustível (93% de óleo diesel e 7% de biodiesel).

Na estrutura de custos aplicável ao varejo, existem custos fixos e variáveis que foram majorados nos últimos tempos, como energia elétrica, seguro, salários, impostos (PIS/Cofins), retorno da Cide, intensificação de capital de giro, assaltos (só é Porto Alegre, a média em 2015 é de cerca de 40 a cada mês), licenças ambientais e custos sociais laborais.

A este fato somam-se discrepâncias entre as margens de ganho aplicadas no atacado (distribuidoras), que chegam a variar mais de R$ 0,15 entre uma e outra e mais de R$ 0,30 entre postos vinculados à mesma distribuidora, apenas que em cidades diferentes.

Os postos revendedores são os únicos a terem que explicar esses fatos diante do silêncio dos demais agentes econômicos. Esses acontecimentos continuados geram desgaste desnecessário junto à opinião pública daquele que, em muitas comunidades é o que conserta as viaturas da polícia, faz doações às instituições assistenciais, patrocina festas comunitárias, é o local que dá segurança aos jovens para se encontrarem, atende as ambulâncias sempre que as prefeituras estão sem recursos para atender urgências, coloca combustível gratuitamente para que a segurança pública atenda e proteja a comunidade quando o Estado está com recursos escassos, entre outros tantas utilizações comunitárias deste tipo de varejo.

O posto revendedor de combustíveis é o último elo desta cadeia e o mais frágil, tendo que informar ao consumidor de fatos que não são de sua responsabilidade bem como assumir funções que são do Estado, quando este não tem condições de bancar.

A cada aumento no custo do produto, necessariamente repassado ao consumidor, já que as margens de ganho praticadas são justas, aumenta o desgaste da imagem somente deste elo da cadeia e a consequente diminuição das vendas. Assim como o consumidor final, os postos acumulam prejuízos em razão de queda em suas vendas e ainda são injustamente acusados de praticarem preços abusivos ao consumidor.

O Sulpetro ressalta que o mercado é livre e competitivo em todos seus segmentos, cabendo a cada posto revendedor decidir se irá repassar ou não os aumentos ao consumidor, bem como em qual percentual, de acordo com suas estruturas de custo. 




Compartilhar