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Executivo da Refap garante que produção de combustível está confortável
08-11-2012

Para discutir propostas a médio e longo prazo para garantir o abastecimento de combustíveis no Rio Grande do Sul, o Fórum Latino-Americano de Defesa do Consumidor promoveu a primeira reunião técnica do Comitê do Combustível: convergência e soluções, no dia 27 de novembro, na sede do Ministério Público Estadual, em Porto Alegre.

Sem participação na plenária realizada pelo Fórum no início de novembro, dessa vez, a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) e a Petrobras enviaram representantes ao encontro. O gerente de Relacionamento com o Cliente da Refap, João Batista Coronet, relatou os fatos ocorridos nas duas semanas de outubro em que ocorreu o desabastecimento de combustível no Estado e garantiu que, até o início de 2013, a capacidade de produção da Refinaria está tranquila. “Tivemos um período totalmente atípico, passando a maior parte daquele mês sem poder atracar navios nas monoboias. Mas, agora, temos uma situação bastante confortável em relação ao abastecimento”, frisou.

Para minimizar o problema de racionamento do produto, Coronet explicou que a empresa deslocou o abastecimento do mercado para a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, encaminhou um navio para a cidade de Rio Grande e adquiriu volumes adicionais de gasolina da Refinaria Rio-grandense e da Braskem. “Não existe política de estoques que conseguiria sobreviver a um período tão grande sem atracar navios”, acrescentou o gerente ao ser questionado sobre a falta de estoques reguladores por parte da empresa.

Já o consultor sênior da Petrobras, Luiz Cesar Alvarenga, reforçou que a situação ocorrida no mês de outubro foi excepcional. “Não se pode carimbar o que aconteceu em razão de problemas climáticos como ‘cobertor curto’, em que estamos no limite”, alertou o executivo. 

Para o presidente do Sulpetro, Adão Oliveira, o temor de novo desabastecimento de combustíveis se deve à falta de planejamento, por parte do governo federal, com relação à produção de gasolina e de etanol. “Não houve incentivo ao projeto do pró-álcool, pois há cerca de 200 usinas falidas no País”, lamentou. O dirigente revelou também que, atualmente, um posto de combustível vende somente cinco mil litros de etanol durante o mês e com dificuldades, porque o preço não é vantajoso para o consumidor.

Também estiveram no encontro o presidente do Fórum Latino-Americano de Defesa do Consumidor, Alcebíades Santini; o promotor da Promotoria de Defesa do Consumidor, Rossano Biazus; o presidente da Associação Nacional dos Postos de Bandeira Independente (Anapobin), Olavo Luiz Benetti; e o presidente da Associação Gaúcha de Postos Independentes, Gilberto de Oliveira.




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